Comecei o dia cedo, indo ao mercado de peixes do outro lado do rio. Como nos outros dias, passei antes na padaria perto do lugar onde estava para comprar meu café da manhã. Não sei o que aconteceu, mas finalmente consegui comprar o pão que queria; digo isso porque nos dias anteriores toda vez que escolha um pão com base na etiqueta vinha algum outro. Contudo, acho que era previsível, principalmente se levarmos em conta as "traduções" que tinham em outras etiquetas: pão recheado de maçã com gorgonzola ou de creme de leite.
De qualquer forma, consegui provar o pão recheado de Kimchi (conserva de vegetais), era gostoso, mas não muito...
Peguei o metrô para o mercado de peixes, saí da estação e atravessei uma passarela que dava no topo do mercado. Enquanto o cheiro de peixe já se fazia sentir da metade da passarela, vi pela primeira vez na Coreia um mendigo pedindo esmola: fiz então o que qualquer pessoa faria.
O espaço era fechado, mas não muito menos frio que o lado de fora. Aquários minúsculos lotados de peixes, alguns vivos outros não (só não sei quais eram os mais sortudos), decoravam o local e eram acrescidos por arraias frescas e algas marinhas. Senti-me tão presa quanto foram os peixes: os vendedores olhavam para mim e me convidavam para comprar. A experiência no Rio me ajudou, saí do mercado após algumas voltas e segui para encontrar com duas pessoas da Aiesec.
O resto do dia foi agradável: almoçamos, tomamos chá e fomos a uma livraria perto de uma pista de patinação no gelo. Durante as conversas, descobri que orientais também têm dificuldade em diferenciar ocidentais e que aparentemente vários cantorEs de k-pop gostam de usar cabelo longo pintado de branco.
Terminamos o dia patinando no gelo e vendo um senhor com roupas tradicionais coreanas patinando também. Segui para o hotel, tinha que preparar a mala porque saía no dia seguinte para ficar um par de noites em um templo budista.
Nenhum comentário:
Postar um comentário