sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Dubai

   Acabei de terminar meu passeio pelo aeroporto de Dubai e ainda me resta esperar 2 horas e meia para embarcar no próximo vôo, este para Seoul. Mesmo sem a chance de conhecer a cidade, já tenho muito a falar.
        É muito interessante estar sentado em um banco ed aeroporto observando uma placa de indicação escrita "prayer rooms" (fico devendo uma foto, não vou levantar para tirar uma da placa do aeroporto). Isto se torna mais excêntrico se combinado com o fato de que para chegar nessas salas tenho que passar por um complexo de compras que deixaria o Botafogo Praia Shopping envergonhado. Tem de tudo: desde lojas da Armani, que reforçam a propaganda que vi no vôo sobre um hotel da rede de roupas, até um whisky de $5000,00, passando por latinhas em árabe de refrigerantes.
        Provavelmente, os que me conhecem melhor já sabem que não resistir e comoreimuma das misteriosas latinhas (com várias palavras escritas) em árabe. Ao desembolsar $1,00, recebi uma moeda que não consigo sequer dizer o valor e uma lata fina e rosa, que continha um líquido igualmente rosa-iogurte-de-morango. Embora já soubesse qual era a bebida, quando bebi, fui surpreendido por um gosto doce, quase enjoativo, de rosas. Realmente, não tinha o porquê de ficar surpreendido, o gosto era o esperado, se não contamos a doçura excessiva. Por último, gastei a moeda e mais um pouco por um chocolate com wasabi (ainda não provei). De qualquer forma, as surpresas acabaram por aqui, de resto Dubai é bem parecida com vários outros lugares do mundo: lojas, propagandas e alguns excessos consumistas. Contudo, uma semelhança me chamou muita atenção.
          Foi quando me pediram para abrir a janela do avião na aterrissagem que percebi que Dubai me lembra muito do Rio de Janeiro; melhor explicar o porquê. Quando o avião começou a descer, notei uma coisa realmente estranha: vários pedaços da terra tinham várias luzes e outros trechos grandes, sem uma única iluminação eram evidenciados por um contorno luminoso de estradas.
        Em primeiro momento, cheguei a achar que essas zonas escuras eram nada mais que água, uma vez que eventualmente nelas adentravam linhas iluminadas que julguei se tratar de piers. Contudo havia muitos lagos para serem realmente lagos e comecei a achar que se tratavam de plantações; isso durou até o momento que vi um farolmde carro se movendo por dentro de uma das plantações e iluminado uma série de casebres  Não sei se todas as zonas escuras realmente são bairros pobres, ou se a grande maioria é de plantações. Contudo, a ironia de ao mesmo tempo sobrevoar um bairro sem qualquer luz enquanto via um comercial de um hotel da Armani localizado na mesma cidade me lembrou de casa

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